Biografias da Madeira resulta da série de entrevistas feitas no Restaurante Miramar. Apesar de balizado no tempo está em projeto atualizá-lo e completar com outros percursos.

Entrevistas biográficas feitas pelo jornalista Paulo Camacho no âmbito do projecto "Percursos no Miramar", publicado no Jornal da Madeira entre 2002 e 2004.



Um dos seus lemas foi respeitar sempre as pessoas e os valores humanos e agir com ética, civismo e correcção com os seus colaboradores e todos os outros intervenientes no negócio.

- biografia de Anthony Miles

A actividade de João Borges é, desde o início, a promoção e as relações públicas. É mesmo o primeiro promotor oficial do turismo na Madeira.

- biografia de João Borges

Joe Berardo sai da Madeira à procura de um lugar que permita abrir as portas das oportunidades que a limitação da ilha inviabiliza. Escolhe a África do Sul. E acerta.

- biografia de Joe Berardo

Tem o condão de saber motivar os seus colaboradores ao ponto de, em conjunto, ofercerem unidades hoteleiras repletas de arte para bem receber.

- biografia de Carlos Martins

Cresce longe da ilha que abraça de alma e coração. Depois de um estágio na Madeira não mais quer voltar à África do Sul. De um hotel passa para 30 quando o Grupo que cria celebra 30 anos.

- biografia de Dionísio Pestana

Fátima Lopes nasce na Madeira, que é pequena para si. Vai para lisboa, conquista o país e o mundo da moda.

- biografia de Fátima Lopes

Carlos Jardim começa no turismo bem cedo. O contacto privilegiado com os turistas que se hospedam no hotel do pai abrem horizontes.

- biografia de Carlos Jardim

Percursos no Miramar resultam nas Biografias da Madeira.

O site Biografias da Madeira tem a sua matriz no projecto Percursos no Miramar que publiquei durante cerca de dois anos (entre 2002 e 2004) no caderno "Economia e Negócios", do Jornal da Madeira. O primeiro "percurso", com David Caldeira, publiquei a 8 de fevereiro de 2002, e o último, a 27 de fevereiro de 2004, com Alberto Caires. Publiquei 108 percursos. Outros mais ficaram por fazer. Mas entendi que era chegada a hora de fazer uma pausa na caminhada que teve a maior aceitação e surpreendeu os que chegaram a duvidar do seu alcance.

As biografias

Luís Sousa


 O empresário que aposta nas nuvens


(nova adição - 2017)

Luís Sousa nasceu no Arco da Calheta, na ilha da Madeira, em a 25 de outubro de 1972, um ano marcado por não ter sido atribuído o Prémio Nobel da Paz.
Estuda como qualquer outra criança e jovem e não sonha vir a ser empresário. O click dar-se-ia mais tarde.

por Paulo Camacho

Desde cedo nutre um gosto muito grande pela informática. Com cerca de 16 anos, cruza-se no seu caminho a DTIM - Associação Regional para o Desenvolvimento das Tecnologias de Informação na Madeira, então com uma pujança relevante, com a liderança tecnológica de tudo o que se fazia nesta área na Região.
A par dos estudos, passa o seu tempo na associação localizada na Calçada de Santa Clara. Quer saber sempre mais. O gosto adensa-se e as competências nesta área aumentam.
A certa altura, a DTIM convida Luís Sousa para dar formação. Aceita o desafio.
O tempo corre e a Casa do Povo da Ribeira Brava quer proporcionar ações de formação. A associação pede a Luís Sousa para ir para lá, que concorda. Vai e foi ficando.
Um dia surge a ideia de criar um projeto próprio. Admite que já que passa tanto tempo por ali, isso seria uma ótima ideia. Das ideias à concretização foi um passo. Cria a Academia de Informática, uma empresa com duas vertentes. Uma vertente na área da formação, em colaboração com a DTIM, e outra na área da comercialização de produtos informáticos, entre os quais computadores e impressoras.
Nessa altura, estão nas instalações da Casa do Povo. Mas fica por lá pouco tempo. Muda para outras instalações onde hoje está o hotel Vale Mar.
Entretanto, decide cursar Direito por entender que seria mais importante pelas valias que proporciona a quem o estuda e para quem decide enveredar pelo empreendedorismo empresarial. Inicia o curso em 2005 e termina-o em 2010.
Inicialmente começa o projeto empresarial sozinho. Depois faz um convite para ter um sócio, que ainda hoje se mantém. E começam a entrar colaboradores. Hoje são cerca de 120 pessoas a trabalhar no grupo.
O “bug do ano 2000” traz ameaças para os computadores. Mas para Luís Sousa é uma grande oportunidade que agarra.
A dado momento, a empresa começa a dar apoio informático à Câmara Municipal da Ribeira Brava, depois de conseguir uma parceria com uma empresa do Porto. Constitui um grande passo para o crescimento. Seguem-se trabalhos com as edilidades de São Vicente, Porto Moniz, Machico e por aí adiante.
Consegue voltar a informatizar todas as câmaras municipais da Região e prestar o apoio que precisavam nas áreas do hardware e do software. Tudo isto implica a contratação de mais técnicos.
Seguem-se as juntas de freguesia.


A dado momento, Luís Sousa decide mudar para as atuais instalações, que ficam não muito longe das anteriores. Ainda mudam como Academia de Informática.
Além disso, pelo facto de apenas representar a empresa nortenha sente que isso não dá perspetivas de futuro.
Neste processo vai abandonando a componente de comercialização de computadores por entender que não é a vocação da empresa. Fica cada vez mais na área do software.


Um dia, a Câmara de Machico, com quem trabalhava, conversa com Luís Sousa para ver se encontra solução para o único parquímetro que existia no concelho e que estava sempre avariado. O empresário vê aí uma oportunidade de negócio e decide criar outra empresa para o efeito. Procura um parceiro conhecedor da área e cria a Datarede para os estacionamentos. Além de resolver o problema de Machico vai ganhando concessões atrás de concessões, a maioria fora da Madeira e do país.
Mas no início da atividade desta nova empresa depara-se com um problema que se prende com a fiscalização. Como é informático deduz que o melhor será criar um sistema informático para o efeito.
Vê uma solução nacional e chega tê-la em Ponta Delgada, nos Açores. Mas depressa se apercebe que não serve. Contrata um engenheiro com a missão de criar um software para o estacionamento. Surge o departamento de desenvolvimento da Academia de Informática e nasce o primeiro produto que é o iPark.
Diz que o software ficou tão bom que pensa que se o conseguiu fazer também pode fazer mais coisas.


A partir dessa altura decide enveredar por uma nova estratégia. Reconhece que está na Ribeira Brava e, por isso, não pode produzir software para distribuir por potenciais clientes porque entende que não vai funcionar.
Por essa altura, a utilização da cloud para basear informação ainda é incipiente na internet. Mas o iPark foi criado para estar precisamente na cloud na qual Luís Sousa vislumbra o futuro. Vê aí um local onde se pode ir sem necessitar de lá estar para instalar seja o que for. Ainda mais que no seu caso, os fiscais estão em Ponta Delgada (Açores), em Machico ou em Las Palmas (Canárias), e o programa tem de estar acessível nos PDA, ligado a um servidor para manter tudo online.
Começa a pensar em áreas, como diz,  “onde exista dor”, onde, “de uma forma ou de outra os nossos potenciais clientes sintam alguma dor. E nós, com o nosso produto, vamos tirá-la”, argumenta.


Neste caminhar, o empresário faz um mestrado em Direito Administrativo e Contratação Pública na Universidade Católica.
Numa das primeiras aulas fica a saber que a contratação pública ia passar a ser feita de forma eletrónica. Uma empresa antecipa-se ao mercado nacional e dispõe de uma plataforma para o efeito.
Mas isso não é entrave. Fala com os professores do mestrado, conhecedores da matéria, assim como com os colegas de mestrado no sentido de o apoiarem a fazer um programa próprio na Academia de Informática. O que acontece.
Fala com o engenheiro da empresa e começa a desenvolver a AcinGov, uma plataforma eletrónica de compras públicas que admite ser uma das melhores do país. Chega a correr o programa em algumas aulas no sentido de ir apurando.
Em 2008, por uma questão meramente comercial, decide alterar o nome de Academia de Informática para ACIN.


Com tudo a andar, apercebe-se que ia ser obrigatório os médicos prescreverem de forma eletrónica. Volta a falar com o engenheiro e a equipa para criar uma nova plataforma para dar a resposta adequada. Existiam então 44 programas na área da saúde. E, por isso, questiona-se como pode uma empresa na Ribeira Brava, com um produto novo, conseguir entrar no mercado.
Fala com pessoas amigas que trabalham no Ministério da Saúde e questiona acerca do melhor caminho. A resposta é que deve fazer uma plataforma simples. E assim acontece. Sempre baseado na cloud, surge o iMed que começa a ser implantado de forma criativa para penetrar do mercado e que continua a crescer para os lados.
Há outra “dor” com a faturação eletrónica. Novamente na cloud, surge o sotware de gestão iGest.
Vem a seguir um novo software que deriva da plataforma de compras: o Compras do Estado.
Segue-se o iDok para a gestão documental.
Depois o sistema financeiro PayPay, uma plataforma alternativa de pagamento. Permite aos clientes gerarem referências de pagamento ou simplesmente pagar com o cartão de crédito.


O dia-a-dia de Luís Sousa não é muito ocupado. Admite que o grande segredo é descentralizar e confiar nas pessoas que interiorizaram o espírito da empresa. É dar funções para cumprirem e dispor de sistemas internos que controlem a vida da empresa e as áreas críticas. Para isso, desenvolve um software interno próprio.
Daí afirmar ter muito tempo livre para pensar em novos projetos e afirmar que o dia-a-dia da empresa não o preocupa.
Admite que foi fácil ser empreendedor. Diz que se tivesse de fazer uma retrospetiva, as dificuldades foram 0,5% e as facilidades 99,5%. “Tenho tempo para a agricultura, para os animais, para as minhas corridas, para os meus passeios… O que me limita mais um pouco são as viagens. Ainda viajo muito, embora já tenha conseguido nessa área também descentralizar muito”, diz.
O empresário considera ter sido importante pensar para além dos limites da ilha. Diz mesmo que isso foi fundamental.
Por outro lado, quando em matéria de inovação, afirma ser preciso saber estar na frente sem nunca perder de vista quem vem atrás. “É preciso estar sempre a correr e a trabalhar” diz, acrescentando que para aprimorar o desempenho é necessário eliminar constantemente o que está a mais, “riscando cada dia uma regra estúpida, porque as há. É preciso questionar”.
Luís Sousa admite que gostaria de ter mais concorrência na Madeira, porque fora já a tem. Se acontecer acentua que geraria mais riqueza na ilha. Daí dizer que apoia muito o projeto do Governo Regional denominado “Brava Valley”, precisamente no concelho da Ribeira Brava, que admite valorizar a ACIN e depois acentua que “será uma forma de se apostar em mais uma área na Região.
Além do turismo, do Centro Internacional de Negócios da Madeira, e da agricultura que será mais de gourmet e de subsistência, considera que também se deve começar a pensar nas questões tecnológicas. Se daqui a 10 anos a Madeira tiver duas ou três empresas como a nossa, a aposta foi ganha”.
Hoje a empresa conta com cerca de 62 mil clientes na base de dados e está na nova sede, um edifício vanguardista.
A nova sede fica a poucos metros da anterior, onde está agora uma sucursal da Startup Madeira.

O novo edifício está dimensionado para 200 pessoas.

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"Percursos no Miramar"


Biografias da Madeira tem a sua matriz no projeto Percursos no Miramar que publiquei durante cerca de dois anos (entre 2002 e 2004) no caderno "Economia & Negócios", do Jornal da Madeira.
O primeiro "percurso", com David Caldeira, publiquei a 8 de fevereiro de 2002, e o último, a 27 de fevereiro de 2004, com Alberto Caires.
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Anthony Miles


O antropólogo gestor

Um dos seus lemas foi respeitar sempre as pessoas e os valores humanos e agir com ética, civismo e correcção com os seus colaboradores e todos os outros intervenientes no negócio. Orgulha-se de ter conseguido grandes amizades dentro da empresa, onde procurou sempre valorizar o trabalho de cada pessoa.

por: Paulo Camacho
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Alberto Caires

 Alberto, o oculista

Alberto Caires começa cedo a trabalhar numa óptica. A dada altura, sente vontade de investir no seu próprio caminho. Entra na restauração e no negócio que bem conhece. Hoje tem 10 lojas, restaurantes e uma residencial.

por: Paulo Camacho




Nasce no Funchal. Estuda até meio do ensino secundário, fazendo-o na Escola Industrial e Comercial do Funchal, actual Escola Secundária de Francisco Franco.
Cedo procura independência económica, além de sentir vontade de trabalhar.
Certo dia, um colega pergunta se não quer trabalhar. Alberto Caíres considera oportuno, sobretudo, porque o pode fazer de dia e aproveitar a noite para estudar.
Assim acontece, em 1959.
Com 14 anos dirige-se para o primeiro contacto no Bazar do Povo.
Depois de se inteirarem das ideias do jovem candidato ao emprego, aceitam-no. Vai trabalhar para a secção de óptica da emblemática loja do centro da cidade do Funchal. É o primeiro passo num sector que o acompanha até hoje.
Algum tempo mais tarde é convidado por lojas concorrentes.
Apesar de poder ganhar mais, considera não ser oportuno, sobretudo por saber que tem o serviço militar obrigatório para fazer.
Faz 37 meses de serviço militar, basicamente de secretaria.

Na concorrência

Depois de cumprida a “tropa”, volta a ser convidado pela concorrência. Aceita. Vai trabalhar numa empresa de óptica.
A dada altura do seu percurso, com experiência acumulada, sente que pode seguir o seu próprio caminho. Embora a intenção primordial seja abrir uma óptica, é convidado para ter sociedade num restaurante.
Apesar de apenas perceber e gostar de comer e nada de confeccionar, considera uma oportunidade para conseguir amealhar dinheiro com o intuito de suportar o investimento inicial que uma óptica requer.

O “Tangerina”

Entra na sociedade no Restaurante Tangerina, na Rua das Mercês. Torna-se muito conhecido e frequentado.
Aos poucos começa a ver o resultado do esforço. A ideia é trabalhar até vender o “Tangerina”, para investir numa boa óptica.
Trabalha muito, inclusivamente no dia de Natal. A acumular com o trabalho noutra óptica, vai ao restaurante das sete às nove, durante a hora do almoço e à noite.
Para a venda do restaurante, conta com os emigrantes, sobretudo da Venezuela, para conseguir um bom encaixe. Mas os tempos em terras de Símon Bolívar entram numa fase menos boa. Resulta daí uma retracção no investimento exterior.
Alberto Caires vê-se a braços para materializar a sua intenção.
Contudo, um dia, dá-se a oportunidade de investir numa loja própria situada num vão de escada, na Rua Dr. Fernão de Ornelas.
É um local onde, até então, funcionara uma casa de fotografia.

A 1.ª Alberto Oculista

Abre a Alberto Oculista, uma loja que ainda hoje mantém. Não sente dificuldade em se afirmar.
Acumula os dois negócios. Nas horas vagas da óptica trabalha no restaurante, de manhã cedo, ao almoço e à noite. As duas horas de encerramento da loja ao almoço são passadas a trabalhar no restaurante.
Entretanto, surge a oportunidade de abrir uma nova loja, na Rua 5 de Outubro.
Consegue vender o restaurante.
Abre uma nova loja na Rua Dr. Fernão de Ornelas, onde, até então, funcionara a Manteigaria Zarco.
Hoje tem 10 lojas, no Funchal, em Machico e na Ribeira Brava. São lojas Alberto Oculista/Multiópticas e ainda a Sun Planet, das quais tem duas: uma no MadeiraShopping
e outra no Anadia Shopping, e que se destinam exclusivamente à comercialização de óculos de sol.
A associação à multinacional Multiópticas surge há cerca de 12 anos.

A presença em feiras

Durante o seu percurso, Alberto Caires vai a muitas feiras: as principais. Esta constante aprendizagem permitem não só ficar a par das novidades mas também aumentar e solidificar a rede de contactos. São estas amizades que fazem com que, durante a fase de expansão da empresa Multiópticas, tenham privilegiado o empresário madeirense para proceder à expansão para a Madeira. Uma aposta que querem fazer através de “franchising” e não através de lojas próprias.
Inicialmente espanhola, a Multiópticas passa para um grupo holandês, com cerca de 500 ópticas na Europa.
Hoje, o empresário continua a ir a feiras. Gosta muito de ir à de Madrid. Também aprecia a de
Paris e a da Alemanha.
São estas e outras feiras que mostram as tendências da moda para o ano seguinte.
É uma forma de poder andar sempre em cima das novidades e tê-las nas lojas sempre que o cliente as procure.
No entanto, mantém-se a tradição de virem à Madeira muitos vendedores de representantes de fábricas em Portugal com colecções de óculos.

Restaurantes, de novo

E, depois de anos, Alberto Caíres volta a investir na restauração. Apesar de, após a venda do “Tangerina”, não querer pensar mais neste tipo de negócios, surge a oportunidade de investir no restaurante e residencial “O Facho”, em Machico. Mais recentemente, adquire o restaurante Miraflores, à entrada da Rua Dr. Fernão de Ornelas.
Acabado de abrir uma nova loja na Rua Dr. Fernão de Ornelas, tem já marcada a abertura de uma outra no Fórum Madeira, no próximo ano, no Funchal.
Alberto Caires tem mais de 60 colaboradores nas diversas lojas e negócios. Em matéria de “hobbies”, não os tem. O tempo disponível que tem, dedica-o ao trabalho. O tempo livre que consegue aproveita para estar em casa a descansar, a ler. Lê informação, sobretudo de economia, que o permite estar sempre a par do que se passa na Madeira, no País e no Mundo.
Vê igualmente televisão, onde aprecia ver jogos de futebol.

Negócios e lazer

Viaja muito. Não só em lazer mas também em negócios, que procura conciliar também com algum tempo para descansar e conhecer.
Procura fazer férias duas vezes por ano, uma no início do ano e depois mais para a frente.
Levanta-se cedo, pelas sete horas. Passa pelo restaurante no Funchal e pelas lojas, até regressar a casa, onde aproveita a noite para pensar, depois de um dia de execução.
Não tem por hábito passar pelas lojas diariamente. Mas há muito por fazer numa óptica, que continua a exigir muito de si. Embora hoje se resguarde mais. Contudo, reconhece as virtudes do telemóvel, que permite estar em todo o lado sem lá se encontrar.

B. I.

Nome: José Alberto Fernandes Caires
Data de nascimento: 1945-7-23
Naturalidade: São Roque
Estado civil: casado
Filhos: 2 (1 casal)

20 de fevereiro de 2004

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Alexandre Rodrigues

O empresário maratona

Alexandre Rodrigues. Estabelece-se muito cedo. Com 20 anos. Em 1932. Desde então desenvolve uma actividade comercial intensa, à qual alia a grande paixão pelo desporto, concretamente o futebol. Hoje, continua no seu negócio, na Rua de Santa Maria. Nem quer ouvir falar de reforma.

por: Paulo Camacho
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Amélia Pinto

A ousadia de empreender

Amélia Pinto. Nasce na Calheta. No Arco da Calheta, mais propriamente. É criada com umas tias, cujo quintal é contíguo ao dos pais, onde vivem outros irmãos.
Está longe da cidade.
Estuda até a quarta classe. Mais tarde completa o quinto ano (actual nono ano de escolaridade).

por: Paulo Camacho
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Américo Gonçalves


Paixão na indústria, aposta em hotéis

Américo Gonçalves. Está na implantação das estruturas de cozinhas e câmaras frigoríficas do aeroporto, numa altura em que o Savoy explora as unidades de restauração daquela infra-estrutura aeroportuária.

por: Paulo Camacho
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Américo Pereira


A arte de conhecer os segredos do vinho

Américo Pereira nasce em Caracas. Cedo vem para a
Madeira. Tira um curso de Gestão. Mais tarde entra na escola de hotelaria onde tira o curso de Mesa e Vinhos. Muitos outros se seguiram.
É um profundo conhecedor dos segredos do vinho. Seja do Madeira, seja de muitos outros que se produz por esse país fora. São conhecimentos que aplica na loja Diogo’s e em muitas iniciativas, como cursos e provas vínicas.

por: Paulo Camacho
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Ângelo Pestana

Um empreendedor na cidade

Ângelo Pestana começa cedo a trabalhar. Aprende rápido e depressa sente a necessidade de traçar o seu próprio  rumo. Compra uma, duas... várias lojas.
Depois investe no turismo, no Funchal e no Caniço.

por: Paulo Camacho
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António Gonçalves


O empresário das peles

António Gonçalves foi um participante activo no 25 de Abril. Esteve em Lisboa ao lado de Salgueiro Maia. Acaba de ser condecorado.
É um empresário de sucesso que trabalha na área das peles, com a empresa Artecouro.


por: Paulo Camacho
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António José Correia de Jesus

Vida a mexer em números

António José Correia de Jesus é um homem de números na sua actividade profissional. Mas, paralelamente à sua actividade há a juntar uma carreira desportiva, nomeadamente ligada ao futebol onde é campeão durante dois anos pelo Marítimo.

por: Paulo Camacho
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António Maria Jardim Fernandes


A engenharia e o turismo

António Maria Jardim Fernandes estuda engenharia. Aplica os conhecimentos em empresas no continente e quando regressa à Madeira.
Hoje está mais ligado ao turismo, com o grupo Dorisol, que acaba de apostar na internacionalização no Brasil.

por: Paulo Camacho
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António Trindade


O estratega chamado António

António Trindade nasce num ambiente de hotelaria. O pai, Aníbal Trindade, além de uma figura marcante do turismo madeirense, constitui uma referência para o hoteleiro. Era um visionário com uma cultura fora do habitual. Sabia ler os ventos da Europa e antecipava as mudanças. António Trindade herda esse dom do pai. É um estratega por excelência, fruto da leitura constante que faz do movimento mundial.

por: Paulo Camacho
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Carlos Alberto Silva

Uma vida com o Turismo

Carlos Alberto Silva começa cedo a trabalhar no Turismo. Começa no Savoy. Passa para o Turismo, onde chega a ser director regional do sector. Volta ao sector privado, ao Madeira Palácio.
Regressa ao Turismo.

por: Paulo Camacho




Sonha ser professor de História. Faz a escola primária na Ajuda, na cidade do Funchal, uma escola a pouca distância de casa.
Raimundo Quintal é um dos colegas que tem da primeira à quarta classe (actuais primeiro e quarto anos de escolaridade).
Passa para o liceu, mas não se proporciona a continuação nos estudos. É um de seis irmãos, de uma família que tem por lema ou todos estudam ou nenhum o faz. Sem possibilidades para proporcionar tal caminho a todos, a decisão recai na segunda hipótese.
Chega a altura de Carlos Alberto Silva ter de procurar uma actividade profissional. São várias as saídas possíveis. Dá-se o caso de a mãe ter um primo que trabalha no Savoy. Pergunta qual a possibilidade de o filho trabalhar no hotel de cinco estrelas. A resposta é positiva.

O Savoy

Carlos Alberto Silva entra para o Savoy em 1964. Interrompe os estudos.
Começa a trabalhar muito jovem na área que hoje se chama “front-office”. Na altura há uma separação entre portaria e recepção. Carlos Alberto Silva inicia as suas funções na portaria.
Chega a trabalhar no Savoy antigo. Acompanha o crescimento do actual edifício.
É uma fase de aprendizagem da qual guarda grandes recordações das pessoas com quem trabalha e que o orientam, assim como dos turistas que se hospedam no hotel. Turistas que, em boa parte, ainda vêm de barco.
Cultiva o gosto pelo aperfeiçoamento das línguas, também pelo próprio sector do turismo.
A clientela é basicamente britânica. Dá-lhe a possibilidade de praticar o inglês diariamente.
A partir de certa altura, começa a sentir necessidade de aprender uma segunda língua. Aprende francês. Quando atinge os 18 anos, volta a estudar. Completa o liceu com o sétimo ano, actual 11.º ano de escolaridade, que, na altura, é o máximo, antes da entrada na universidade.
No entanto, não deixa de trabalhar. Consegue organizar-se de forma a fazer as duas coisas em simultâneo.
Em 1978 é convidado para dirigir a recepção. Tem à sua responsabilidade todo o “front-office”. É um novo grande desafio, num hotel grande. Lidera uma equipa de cerca de 30 elementos, alguns mais velhos.
Ali fica até 1981.

A Direcção Regional de Turismo

Nesse ano, o eng. Ribeiro de Andrade, do Turismo, procura alguém para substituir José António Gonçalves, que deixa a Direcção Regional para dirigir a agência de viagens Meliá, no Funchal. Fala com João Carlos Abreu, director dos serviços de Animação. Entre as muitas pessoas de que fala, está António Henriques, que ainda é primo de Carlos Alberto Silva.
António Henriques chega a trabalhar no Savoy e, para além do facto de ser familiar, conhece bem a forma de trabalhar de Carlos Alberto. Fala na questão ao primo, que considera o convite interessante. Além de encontrar na linha do sector onde está inserido, abre outras perspectivas em termos de contactos e de enriquecimento de conhecimentos.
É assim que chega à Direcção Regional de Turismo. Entra como chefe de repartição. Depois é nomeado chefe de Divisão. Mais tarde, é director dos serviços de promoção. Até que é nomeado director regional de Turismo, um cargo que desempenha durante quatro anos e que deixa em 1992 para aceitar um novo desafio.

Madeira Palácio

Pensa que o regresso ao sector privado pode ser uma boa ideia. Surge um convite para dirigir o sector comercial e de marketing do hotel Madeira Palácio. Mantém um bom relacionamento com o director-geral da unidade de cinco estrelas, Urbino Rebelo, que o convida. Aceita o novo desafio.
Tem a responsabilidade da contratação junto dos operadores turísticos, a área de vendas do hotel e tudo o que está relacionado com o material promocional.
O hotel acaba de ser remodelado. É um desafio interessante: relançar a nova imagem do Madeira Palácio.
Não vê grandes diferenças entre os sectores privado e público, ao nível do papel que desempenha como director regional de Turismo e como director comercial e marketing do hotel. Vê em ambos um denominador comum: a promoção do destino Madeira, ao qual, no hotel, acrescenta a venda do produto que é a venda de quartos.
Gosta do desafio, de sentir o sabor da concorrência. Começam a vislumbrar-se novos produtos de qualidade na Madeira como o Cliff Bay e as quintas, que concorrem com o Madeira Palácio. Diz ser aliciante e com responsabilidades acrescidas.
Depois dos primeiros quatro anos onde se sente estimulado com o novo desafio, Carlos Alberto Silva chega a uma altura em que começa a sentir necessidade de quebrar a rotina.
Sente saudades dos grandes contactos que o Turismo institucional proporciona. Saudades dos encontros sobre a Madeira nos mais variados sectores que faz inúmeras vezes. É uma forma enriquecedora e que exige estar permanentemente actualizado. E, no Madeira Palácio, sente que está a perder esse contacto.

O Turismo

Um dia, está numa feira de turismo fora da Região e fala abertamente sobre esta questão com o já secretário regional do Turismo, João Carlos Abreu. Da parte do governante, ouve palavras de abertura para uma eventual possibilidade de voltar ao Turismo.
Mais para a frente, com o secretário regional reconduzido, está numa feira em Madrid quando recebe uma chamada da Madeira a pedir para falar com João Carlos Abreu. Associa-o logo à conversa que havia tido algum tempo antes.
Assim que chega à Madeira, reúne-se com o secretário regional do Turismo e Cultura. Há interesse mútuo no regresso de Carlos Alberto Silva ao Turismo.
Fica com o cargo de adjunto do gabinete do secretário regional do Turismo. Colabora com o governante e tenta manter uma boa articulação com a Direcção Regional de Turismo.
Da sua passagem pelo Turismo guarda gratas recordações como o facto de estar ligado às visitas do duque de Edimburgo; do presidente Botha, da África do Sul; do príncipe Alberto do Mónaco, da rainha Sílvia, da Suécia; do Papa João Paulo II e de Amália, entre muito outros.
Ao longo da sua vida viaja muito, o que faz com muito gosto.
Além disso, gosta de música, de ler, tem sempre um livro à cabeceira, de ir ao cinema, de andar a pé e de jardinagem.
No domínio das novas tecnologias, não se considera um perito, mas sabe trabalhar bem com os computadores e utilizar ferramentas como a Internet e o correio electrónico, através do qual faz parte das comunicações.
O trabalho diário é diversificado. Além do horário habitual, algumas vezes, tem de representar o secretário regional ou o director regional, ou mesmo acompanhá-los.

BI

Nome: Carlos Alberto Ferreira
Figueira da Silva
Nascimento: 10-3-1953
Naturalidade: São Martinho, Funchal
Estado civil: Casado
Filhos: 3 (2 raparigas e 1 rapaz)

2003-05-09


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Carlos Estudante

O gestor que gosta de ser professor

Carlos Estudante. Nasce em Torres Novas. Filho de um oficial do Exército, reside, por isso, grande parte da vida em Lisboa. É na capital que faz a maior parte do percurso estudantil.
Estuda no Liceu Gil Vicente, onde é um aluno mediano, até chegar à hora de ir para a universidade, onde tira boas notas.
É dos poucos alunos que faz testes psicotécnicos no então 5.º ano, para saber qual o perfil e tendência. Na altura, os resultados apontam para três saídas: Matemática, Gestão ou Medicina.

por: Paulo Camacho
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